Asset Administration Shell (AAS)
O nosso gémeo digital descreve cada sensor das suas obras com a AAS, a norma aberta do gémeo digital da Indústria 4.0.
Compreender
O que é a AAS?
A Asset Administration Shell («invólucro de administração do ativo») é a representação digital normalizada de um ativo. Definida pela Plattform Industrie 4.0 e pela Industrial Digital Twin Association (IDTA), está normalizada na IEC 63278.
Uma AAS reúne a identidade do ativo, as suas características, a sua documentação e os seus dados em tempo real, num formato independente de fornecedores e de software.
Exemplo
https://sensytwin.com/ids/aas/capteur_fo_012
Placa de identificação digital
Fabricante, referência, número de série
Dados técnicos
Propriedades da ficha técnica: sensibilidade, gama de medição
Instalação
Posição (GPS ou referencial local), orientação, data de instalação
Séries temporais
Medições com carimbo temporal e histórico
O ativo
Na SensyTwin, cada sensor instalado na obra, dotado de um identificador global único e integrado na hierarquia obra > sistema de sensores > sensor.
O invólucro de administração
O contentor digital do ativo. Reúne todas as suas informações num formato comum, legível por máquinas.
Os submodelos
Cada aspeto do ativo (identidade, características, instalação, medições) é descrito por um submodelo normalizado.
Porquê uma AAS para as suas infraestruturas?
- Dados que sobrevivem ao software: uma obra de arte dura um século, muito mais do que as plataformas que a monitorizam.
- Nenhuma dependência de um fornecedor: os dados dos seus sensores continuam utilizáveis por qualquer ferramenta compatível com AAS.
- Uma integração simplificada: fornecedores de sensores, gabinetes de projeto e operadores partilham o mesmo modelo de dados.
- Um complemento do BIM: o modelo IFC descreve a geometria da obra, a AAS descreve os seus sensores e os respetivos dados ao longo do tempo.
Implementar
Criar as AAS dos seus sensores com a SensyTwin
Construímos as AAS dos seus sensores ao mesmo tempo que o gémeo digital da obra.
- 1
Registar cada sensor
A leitura do código QR de um sensor gera o seu invólucro AAS, associado à obra e ao respetivo sistema de sensores.
O sensor recebe um identificador global único, reconhecido por todos os sistemas.
- 2
Preencher os submodelos
Placa de identificação, dados da ficha técnica do fabricante e dados de instalação (posição, orientação, data de instalação).
As propriedades são definidas segundo o dicionário de dados IEC 61360.
- 3
Ligar as medições
As medições dos sensores, recebidas por HTTP ou MQTT, alimentam o submodelo das séries temporais.
É desencadeado um alerta assim que uma medição ultrapassa os limiares fixados nos dados técnicos.
- 4
Trocar os dados
As AAS são exportadas em pacotes AASX para os seus clientes e parceiros.
Estes abrem-nas com qualquer ferramenta compatível com AAS, sem desenvolvimento específico.
Referência
Submodelos utilizados
Submodelos associados a cada sensor. Três deles retomam os modelos publicados pela IDTA.
| Submodelo | Conteúdo | Origem |
|---|---|---|
| Placa de identificação digital | Fabricante, referência, número de série | Modelo IDTA |
| Dados técnicos | Propriedades da ficha técnica: sensibilidade, gama de medição | Modelo IDTA |
| Instalação | Posição (GPS ou referencial local), orientação, data de instalação | Submodelo SensyTwin |
| Séries temporais | Medições com carimbo temporal e histórico | Modelo IDTA |
Normas e especificações
- IEC 63278-1Estrutura da AAS para aplicações industriais
- IDTA parte 1Metamodelo
- IDTA parte 3aEspecificação de dados IEC 61360
- IDTA parte 5Formato de pacote AASX
Formato de troca
AASX
Pacote autónomo que reúne a AAS do sensor e os documentos anexos, para arquivar ou transmitir aos seus clientes e parceiros.
As suas obras merecem dados duradouros
Falemos da descrição dos seus sensores em AAS e da sua integração nas suas ferramentas existentes.